6.12.07

CARRAPATECO

“Não custa nada inventar…, pois não! Não custa nada inventar palavras, pessoas, brincadeiras, confusões…” Um espectáculo brincadeira! E foi o que fizemos. Tendo como base textos para palhaços de Maria Alberta Meneses e de António Torrado, construímos um espectáculo essencialmente lúdico, onde procuramos estimular o espírito criativo e a construção abstracta como forma de expressão liberta de regras e lógicas impostas por um mundo “adulto”. Almada Negreiros – “A FLOR” “ Pede-se a uma criança: desenha uma flor! Dá-se-lhe papel e lápis. A criança vai sentar-se no outro canto da sala onde não há mais ninguém. Passado algum tempo o papel está cheio de linhas. Umas numa direcção, outras noutras; Umas mais carregadas, outras mais leves; Umas mais fáceis, outras mais custosas. A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase que não resistiu. Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era de mais. Depois a criança vem mostrar essas linhas às pessoas: uma flor! As pessoas não acham parecidas estas linhas com as de uma flor! Contudo, a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração para a cabeça, à procura das linhas com que se faz uma flor, e a criança pôs no papel algumas dessas linhas, ou todas. Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas são aquelas as linhas com que Deus faz uma flor! “ Ficha Técnica e Artística Sob textos de António Torrado e Maria Alberta Meneses Adaptação, Conceito e Direcção: Carlos Curto Interpretação: Ana Ademar – Celino Santos – Sandra Maya Máquina de Cena e Grafismo: Luís Valido Figurinos: Zé Nova Música: projecto GoG (Luís Vitorino, Genoveva Faísca e Carlos Curto) Banda Sonora: Carlos Curto Desenho de Luz: Carlos Curto e Miguel Conceição Construção: Luís Santiago Confecção de Guarda-Roupa: Constança Cara Nova e José Nova Operação Técnica: Miguel Conceição Direcção de Produção: Jorge Barnabé Produção: Lendias d’Encantar – Abril de 2007