25.9.09

Estreou! Mas ainda há tempo!

Ontem, às 22h havia uma amontoado de gente à porta da Casa da Cultura.
Assistiram à performance e depois tiveram direito a copo de vinho, pão e queijo e chourição.
Foi a estreia de Nocturno.
Juntámos no palco actriz, músico, luminotécnico e público. A intimidade do espaço, a proximidade do público entre si e com os intervenientes do espectáculo confere-lhe uma envolvência forte, um palpitar em conjunto.
Com apenas um ensaio, Marisela Terra, Jorge Moniz e Ivan Castro tornaram Nocturno numa performance rica e única. Ao dar a três pessoas diferentes um mesmo texto, deixá-las trabalhar em separado e depois juntá-las, corre-se o risco de termos três leituras diferentes, três formas de interpretação. Ontem à noite, assistimos a uma demonstração de generosidade, de encontro, de provocação, de partilha.
A percussão ampliou a angústia de José Régio nas palavras e no corpo da actriz, a luz mostrou e escondeu... um único pedaço de pano ganhou vida e transformou-se em tudo o que era possível e no que não era.

Para quem não assistiu, a boa notícia é:

Hoje há mais. E amanhã também.
Às 22h na Casa da Cultura.

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