17.10.11

Ciclo Um Actor - Um Músico - Ardente Perfeição da Tua Ausência


O processo de construção das performances é basicamente o mesmo que usámos há dois anos no primeiro Ciclo. As actrizes devem pegar na obra de um poeta e através de um processo de corte e colagem de frases, expressões, palavras, criar um novo texto, uma nova narrativa. Aqui começam os ensaios da actriz com o encenador. Mais tarde o texto é entregue ao músico e ao luminotécnico. No entanto, actriz, músico e luminotécnico só se encontram uma vez antes do espectáculo, para afinarem agulhas, perceberem os caminhos uns dos outros e encontrarem formas de concordarem ou provocarem ao longo do espectáculo. São por isso quatro apresentações de um mesmo texto, mas necessariamente diferentes, com uma componente de improviso muito forte.

Para esta primeira performance desafiámos a Ana Oliveira a pegar na obra de Sophia de Mello Breyner e a construir uma narrativa nova. Nasceu a "Ardente Perfeição da tua Ausência" que estreou no passado dia 5 de Outubro em Évora, na Igreja de S. Vicente, local onde a Colecção B recebe este Ciclo. Em Beja, a performance esteve em cena nos dias 6,7 e 8 de Outubro.
O músico é "prata da casa", uma aposta sempre segura e ganha por parte de Lendias d'Encantar: Paulo Ribeiro, que enfrentou o desafio armado com duas guitarras: acústica e eléctrica.
A encenação e direcção artística do Ciclo está a cargo do António Revez e a luz e som às costas de Ivan Castro, que é cada vez mais o nosso milagreiro da iluminação.

Ardente Perfeição da tua Ausência

a partir do universo poético de Sophia de Mello Breyner


Texto e Performer: Ana Oliveira
Músico: Paulo Ribeiro (Guitarra)
Desenho e Operação de Luz e Som: Ivan Castro
Encenação: António Revez
Sinopse

Há lugares que são de espera, de encontro, de vazio, de silêncio e de luz. Como todos os lugares.
Há ausências que têm peso e forma, sabor, cheiro e cor. Que deixam marcas na areia quando passam e que fazem adivinhar tempos que nunca chegam. Que nos fazem permanecer num lugar onde não é completa a ilusão nem o desencanto, porque a sua promessa nunca se realiza. Há ausências que são presentes. Como todas as ausências?


Ana Oliveira (1982) começou a formação teatral em Coimbra e desde então tem trabalhado com várias faixas etárias. Dirigiu o projecto Tempo d'Arte – Oficinas de Teatro. E tem colaborado com a Biblioteca Municipal de Beja em actividades dirigidas a crianças.


Paulo Ribeiro (1971) Fundou o grupo Anonimato, com quem gravou dois álbuns. Em 2000, recebe o prémio Jovens Autores da SPA, com a canção "Aqui Tão Perto do Sol", que deu título ao seu primeiro álbum a solo. No mesmo ano assume a direcção musical da LdE. Está de momento a preparar o seu segundo álbum de originais e participa no projecto “Baile Popular” (João Gil e João Monge).

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